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Processo Eleitoral ACSPMESP

Comunicado da Oposição

Posicionamento Oficial sobre o Edital 01/2026

Irmãos e irmãs de farda, muitos estão perguntando por que a oposição não vai se inscrever no processo eleitoral convocado pelo Edital 01/2026. A decisão foi tomada após análise jurídica cuidadosa e merece explicação clara a todos.

Para que cada um possa ler e conferir com os próprios olhos, segue anexo o inteiro teor da sentença proferida pela 40.ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

Fundamentação Jurídica

Por que não vamos nos inscrever?

A sentença anulou o processo eleitoral de janeiro e determinou, de forma expressa, que novas eleições só podem ocorrer após o trânsito em julgado — ou seja, depois que não couber mais nenhum recurso de nenhuma das partes. A nossa apelação ainda está em andamento no Tribunal de Justiça. Enquanto ela tramita, a sentença não produz efeitos. Portanto, não existe base jurídica para nenhum processo eleitoral neste momento.

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Se nos inscrevêssemos, estaríamos reconhecendo como válido um processo que nós mesmos estamos questionando na Justiça. Seria o mesmo que dizer ao juiz: "aquela sentença que o senhor proferiu e que nós estamos pedindo para ampliar — na verdade, tanto faz". Isso nos prejudicaria gravemente no Tribunal.

Estratégia da Gestão

Mas e se a eleição acontecer sem a gente?

Esse é justamente o objetivo da atual gestão: fazer uma eleição com chapa única e se reeleger por aclamação — exatamente como tentaram em janeiro. A Justiça já reconheceu essa estratégia como ilegal. Se fizerem de novo, será mais uma ilegalidade que fortalecerá a nossa posição no Tribunal.

Atuação no Tribunal

O que estamos fazendo, então?

A apelação que tramita no TJ pede, entre outras coisas, que os diretores que querem se reeleger se afastem dos cargos durante o processo eleitoral — para que a eleição seja justa de verdade, e não controlada por quem está no poder.

Não ficamos parados. Estamos atuando no Tribunal para que o processo eleitoral, quando acontecer, respeite o Estatuto e a sentença — com igualdade real entre as chapas.

Irregularidades do Edital

O que esse novo edital tem de errado?

Leiam a sentença em anexo e comparem com o que a gestão está fazendo:

1

Foi feito pela própria Diretoria que quer se reeleger — a sentença proíbe isso (item iv.g)

2

A Diretoria escolheu quem vai comandar a eleição — mesmo que agora sejam Cabos, foram nomeados por quem tem interesse no resultado

3

Os mandatos venceram em 12 de março e foram prorrogados numa votação irregular, sobre assunto que nem constava da pauta da assembleia

4

A eleição é numa quarta-feira, de novo — prejudicando quem está na ativa

5

Tudo isso invocando uma sentença que está suspensa e que condiciona nova eleição ao trânsito em julgado (item iv.a)

A Verdade dos Fatos

Por que jamais haverá eleição justa com essa gestão no controle?

Irmãos e irmãs de farda, precisamos ser diretos: enquanto os ex-diretores — cujo mandato se encerrou em 12 de março — permanecerem no controle da entidade e do processo eleitoral, não haverá eleição justa. Isso não é opinião. É o que os fatos demonstram todos os dias.

Neste exato momento, enquanto a oposição não tem acesso a nada, os ex-diretores estão percorrendo o Estado inteiro utilizando recursos da própria associação para fazer campanha eleitoral disfarçada. Vocês mesmos estão vendo: viaturas da entidade sendo usadas para deslocamentos de campanha, instalações da ACSPMESP servindo de palanque, "eventos" e "visitas" às regionais que nunca existiram antes e que não passam de campanha eleitoral aberta, paga com o dinheiro de todos nós — dos mais de 40.000 associados.

Perguntem-se: em que outro momento da história da associação houve essa correria toda pelas regionais? Esses "encontros" repentinos? Essas viagens por todo o Estado? Isso tem nome: é campanha eleitoral com recursos da entidade — feita por quem já não tem mandato, usando o dinheiro de quem paga a mensalidade.

Uma eleição em que um lado controla a máquina, o dinheiro, as instalações, os veículos e os meios de comunicação da entidade, e o outro lado não tem absolutamente nada, não é eleição — é encenação. Foi exatamente isso que a Justiça reconheceu em janeiro. E é exatamente isso que estão repetindo agora, de forma ainda mais descarada.

Um Pedido Importante

A cada irmão e irmã de farda

Não acredite apenas na nossa palavra — e também não acredite apenas na palavra da situação. A sentença está em anexo. Leia. E se quiser ter certeza absoluta de quem está com a razão, encaminhe a sentença para um advogado da sua confiança — alguém que não tenha ligação nem com a oposição nem com a atual gestão — e peça a opinião dele.

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Diante dessa sentença, é possível fazer eleição agora? Quem está certo?

Temos convicção de que qualquer profissional sério chegará à mesma conclusão. A sentença fala por si mesma.

Posicionamento Firme

Nosso posicionamento é firme

A oposição não reconhece o processo eleitoral deflagrado pelo Edital 01/2026. Não participaremos de um processo viciado para não dar a ele aparência de legitimidade. Continuaremos atuando na Justiça pelo cumprimento integral da sentença.

Quando chegar o momento certo — com as regras certas, com igualdade real e com a Justiça respeitada — estaremos prontos.

Com os mesmos mais de 70 irmãos e irmãs de farda. Com a mesma determinação.

Contem conosco.

Claudinei Penachioni

Roberto Marques Roque

Dr. André Luiz de Macedo

Coordenador Geral

Em anexo: sentença integral — Processo n.º 4001940-15.2026.8.26.0100 — 40.ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, 19/02/2026.

Baixar Sentença Integral (PDF)
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